A ACI - UFRPE  tem a finalidade de ampliar e consolidar a internacionalização e os laços de cooperação interinstitucionais da UFRPE. Foi estabelecida no ano de 2007, a partir da necessidade crescente de unificar ações existentes de cooperações internacional vigentes na Universidade, bem como estabelecer novos convênios, de acordo com as necessidades de cada departamento.

Cultura

As Manifestações Culturais

A cultura, enquanto manifestação de expressão cultural e artística, tem posição de destaque, pela tradição e pelo lugar que ocupa no Recife - hoje considerado um dos maiores centros de produção artística e cultural do Nordeste. As manifestações culturais com identidade nas raízes locais são reconhecidamente uma marca da cidade. A sua diversidade cultural de Recife e Pernambuco são tão fascinantes quanto a sua riqueza natural. 

Entre as manifestações culturais do Recife, a música vem se destacando, sobretudo após o resgate de sons regionais misturados com a música pop, chamando a atenção da mídia nacional para o som regional/local. O Movimento Mangue Beat vem proliferando através da criação de várias bandas regionais, em que se destacam ritmos locais como o Maracatu, o Coco e o Forró. Assim, o Recife se consolida como centro aglutinador e disseminador de novas e tradicionais tendências culturais. Além disso, outros setores se afirmam e fazem parte da agenda cultural do Recife, como o Museu de Arte Moderna Aluísio Magalhães - MAMAM,o Museu do artista Plástico Francisco Brenand, os festivais de cinema, de música, de circo, de dança e de teatro, que projetam a cidade para além de suas fronteiras. Vale destacar ainda a consolidação do Bairro do Recife como importante polo cultural. 

Carnaval

Destaca-se na cultura pernambucana a vocação para alegria de seu povo. Nada mais autêntico do que os carnavais de Olinda e Recife em que o povo numa alegria contagiante, cheio de irreverência, criatividade e alegria tornam a estas cidades em um dos mais famosos e democráticos do mundo. Basta sair às ruas para divertir-se ao som do frevo, maracatu, ciranda, caboclinho, blocos centenários, escolas de samba. Tudo ao ar livre e tendo como cenário os casarios e prédios históricos.

O carnaval de Olinda ostenta dezenas de bonecos gigantes, sendo o mais conhecido deles o Homem da Meia-Noite, que está nas ruas desde 1932 e é responsável por dar início, oficialmente, a zero hora do sábado de Zé Pereira, ao carnaval olindense. Além dos tradicionalíssimos blocos e troças que percorrem suas ladeiras, embalados pelo ritmo contagiante do frevo. São exemplos destes a Pitombeira dos Quatro Cantos, fundada em 1947, quando um grupo de rapazes desfilou pelas ruas da Cidade Alta cantando e empunhando galhos de pitombeira; e o Elefante de Olinda, fundado em 1952 por um grupo de rapazes da Cidade Alta, que durante o Carnaval saíram pelas ruas com um elefante de porcelana cantando uma música improvisada em homenagem ao animal. A grande concentração destes blocos e troças se dá na frente da Prefeitura Municipal, onde pode-se encontrar o maior número de foliões por metro quadrado.
No Recife o carnaval tem sua abertura com a saída do maior bloco carnavalesco do mundo, o Galo da Madrugada, considerado pelo Guinness Book o maior bloco de carnaval do mundo, no sábado pela manhã. No bairro do Recife Antigo, começa a tarde com feirinhas de artesanato e apresentações de grupos percussivos, entre outras atrações. Seguindo, logo mais à noite, uma agenda de shows que são realizados em palcos espalhados por todo os bairros do Recife e região metropolitana, onde acontece simultaneamente a realização do RECBEAT, o carnaval da juventude alternativa recifense. Na noite da segunda-feira, no Pátio do Terço, é realizada uma das manifestações mais emocionantes da cultura negra no nordeste, a Noite dos Tambores Silenciosos, pontualmente a meia-noite.

No interior, algumas cidades têm seus carnavais típicos, como Nazaré da Mata, com o Maracatu de Baque Solto, Bezerros, com os Papangús, e a folia dos Caretas, em Triunfo, no Sertão pernambucano, entre outras.

Festas Juninas

A festa junina é uma celebração tradicional brasileira que ocorre no mês de junho, festejando três importantes santos católicos: São João (24 de junho), São Pedro (29 de junho) e Santo Antônio (13 de junho). Em Portugal, estas festas são conhecidas pelo nome de Santos Populares e correspondem a diferentes feriados municipais: Santo António, em Lisboa, São João, no Porto e em Braga. Recebeu o nome de junina (chamada inicialmente de joanina, de São João), segundo alguns historiadores, porque teve origem nos países católicos europeus e era uma homenagem a São João, que comemorava normalmente sua festa em junho. A festa foi trazida para o Brasil pelos portugueses e logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.
A festa mais tradicional é a de São João, a qual é típica na Região Nordeste do Brasil. Por ser uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São Pedro e, claro, a São João, pelas chuvas caídas nas lavouras.
Em razão da época propícia para a colheita do milho, as comidas feitas de milho integram a tradição, como a canjica e a pamonha. Atualmente, os festejos ocorridos em cidades pólos do Nordeste dão impulso à economia local. Citem-se, como exemplo, Caruaru, em Pernambuco; Campina Grande, na Paraíba; e Maceió, em Alagoas. Caruaru recebeu o título de Maior São João do Mundo pelo Guinness Book, categoria festa country (regional, caipira) ao ar livre.

Em Pernambuco a cultura encontra com o seu visitante a cada momento, expressa-se através da alegria contagiante, na fé de seu povo, através da música e danças vibrantes, da acolhida, tanto quanto em seus museus, igrejas seculares e conjunto arquitetônico.

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